Sociedade União Musical Alenquerense

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  • Livro
  • 1 Dezembro 2016

Eu e a S.U.M.A. - 31 Maio 2016

A SUMA. Para comear melhor irmos ao momento em que dois jovens msicos se decidem apaixonar, casar e ter dois filhos. Um desses filhos sou eu: uma verdadeira filha da msica. Nascida de um amor pela msica e criada na msica. Ainda nem tinha nascido e j fazia procisses na barriga da minha me.

Avanando um pouco nos anos chegamos aos meus 8 anos, momento em que decido que quero comear a minha jornada na msica, na SUMA. Estive dois anos no solfejo e foi nesse momento que tive de escolher Qual vai ser o instrumento?. Sabendo eu os instrumentos disponveis, sabia por onde escolher, podia seguir o meu pai e ir para a bateria, mas no fui por a; podia ir para o lado do meu irmo e do meu av e tocar trompa, mas tambm no; decidi ento ir para bem junto da minha me e tocar clarinete. Aos 10 anos entrei na mini-banda e na banda da SUMA. E assim foi at hoje, agora com 18 anos.

Se me pedirem para definir a SUMA eu diria numa palavra: famlia. Literalmente. Tenho na SUMA o meu pai, a minha me, o meu av, a minha av (a grande chefe da banda do avental), os meus padrinhos, tios e primos. Mas para alm da famlia de sangue foi l que criei a minha famlia de corao. A famlia que ainda me v como a Ritinha, pessoas com quem eu posso ser eu prpria, com quem cresci, aprendi a andar, criei laos, sorri, fiz amizades que pretendo levar para o resto da vida.

Na minha opinio toda a gente, novos e velhos, deviam ter a oportunidade de pertencer a esta famlia, a SUMA. Por vezes no fcil: ter ensaio tera e sexta noite, sbado de manh no d jeito nenhum para sair noite, mas para qu sair se na SUMA j temos tudo o que precisamos para uma grande noite animada e uma manh sorridente? E no falo s dos ensaios, a SUMA para alm de uma grande escola de msica uma mo cheia de atividades e de aprendizagens.

Nesta grande sociedade aprendi muitas coisas e uma delas foi que todos somos importantes e que no precisamos de brilhar sozinhos porque quando brilhamos em conjunto tudo faz mais sentido. Poder celebrar nos ensaios no s as nossas conquistas mas tambm as dos outros, torna-os mais interessantes. Como antiga professora de solfejo ver os meninos a alcanarem o lugar que merecem na banda verdadeiramente um orgulho.

Muito nos espera na vida, e com 18 anos ainda h muito para viver, mas sei que uma coisa certa: a SUMA estar para sempre no meu corao. Obrigada SUMA.

Rita Assuno
(Clarinetista)

Voce Esta: Crnicas Eu e a S.U.M.A. - 31 Maio 2016