Sociedade União Musical Alenquerense

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  • Livro
  • 1 Dezembro 2016

Sociedade União Musical Alenquerense

Eu e a S.U.M.A. - 2 Fevereiro 2017

Música.

Essa palavra traz-me à memória uma criança deitada na relva a ouvir atentamente o seu avô a dedilhar uma velha guitarra. Traz-me ainda uma imagem de um miúdo, sentado na primeira fila de um dos Concertos de Gala da SUMA, a tentar replicar todos os movimentos que o maestro ia fazendo para conduzir a Banda. Em ambas as memórias, esse rapaz era eu.

Sempre tive uma admiração especial pela condução. Por volta dos 5 anos iniciei o estudo do solfejo na SUMA. Acontece que, talvez ela minha tenra idade, o solfejo me parecia completamente inútil, e acabei por tentar encontrar uma maneira de começar a tocar, sem precisar de ser "atormentado" pelo solfejo, de maneira externa com o instrumento Trompete. Fiquei inicialmente dividido entre o Saxofone e o Trompete, acabando por fazer o que acredito ser a melhor escolha. Após dois anos, volto para a SUMA. Qual não foi o meu espanto quando, nas aulas de instrumento... Tive de recomeçar o solfejo do zero, que com a paciência do meu professor de Trompete, já não me parecia tão pesado. Não há outro caminho. Mas o que eu realmente não esperava, era que o mesmo maestro que em criança admirava e tentava imitar durante os concertos, viria a ser, uns anos após esses episódios, meu professor de Trompa, instrumento para o qual acabo por mudar. Mais que aulas de instrumento, são aulas de teoria, aulas de história, e aulas de humanismo. Tenho assim, mais que um professor. Um mentor. Apesar de a definição das palavras ser semelhante, a segunda tem uma carga maior. Especialmente, uma carga maior de responsabilidade, e importância. Um professor ensina e trabalha. Um mentor encaminha e prepara para as adversidades futuras.

Não há ainda como esquecer a banda do avental, porque posso garantir que a força do meu laço com a SUMA foi surgindo durante todos aqueles excelentes jantares em boa companhia.

Passou-se ainda só uma década desde que comecei. Sim. Só. Nesta área, nunca paramos de evoluir. Há sempre um mínimo pormenor a ser trabalhado. Todo o tempo é pouco. E apesar de não me ver a fazer da música a minha vida, é uma imagem extremamente agradável de me imaginar na frente de uma orquestra. Como me imaginava quando, sentado no chão da Romeira, tentava entender o porquê de cada movimento que repetia.

 

Mário Amaro

(Trompista)

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