Sociedade União Musical Alenquerense

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  • 1 Dezembro 2015

Sociedade União Musical Alenquerense

Eu e a S.U.M.A. - 17 Novembro 2016

Conversa numa sexta-feira entre irmãos…

 

Miguel – Oh, mana, porque é que começaste a ir à SUMA?

 

Madalena – Como sabes, ninguém na família tem a ver com a música e, na verdade, acho que nunca quis ser, realmente, música…

Mas a mãe sempre considerou que a música era fundamental para a nossa formação, por ser uma atividade essencial para o desenvolvimento da identidade e da autonomia…

E, ao mesmo tempo, uma excelente forma de ocupar os nossos tempos livres. Tinha consciência que íamos para um ambiente bom, didático, fomentador da responsabilidade, da disciplina e exigência!

Como em Alenquer não havia qualquer tipo de Escola de Música sem ser a SUMA, foi uma escolha natural para a minha iniciação musical, tal como aconteceu a muitas crianças e jovens que se tornam o futuro das bandas de música.

Então lá fui parar à Escola de Música da SUMA e foi aí que tudo passou a fazer sentido.

Assim, entrei para a Escola de Música com 9 anos e comecei a aprender solfejo. Ainda não tinha chegado à lição número 100 e já tinha recebido o meu instrumento: “o Clarinete”.

O meu professor de instrumento contribuiu, sem dúvida, para desenvolver o meu gosto por este instrumento… embora no início o meu desejo fosse tocar outro instrumento…

Com 11 anos entrei para a Mini-Banda e para a Banda, dois marcos muito importantes na minha vida… a partir do dia em que vesti a farda, senti o peso da responsabilidade de representar uma banda e de ter uma identidade própria, sentido de “pertença” a um grupo e também um meio de projetar o nome de Alenquer.

Com a SUMA tive a oportunidade de ensinar solfejo aos mais novos, participar num Estágio de Orquestra, bem como tocar em palcos que jamais imaginava…

 

E tu?


Miguel – Também, tal como aconteceu contigo os pais tiveram um papel importante, mas a influência familiar não ficou por aqui… há mais qualquer coisinha… Porque o facto de já fazeres parte da SUMA e de te acompanharmos nos ensaios e concertos criou uma certa influência na minha ligação à SUMA…

Há ainda outro aspeto muito importante, eu sempre sonhei tocar trompete… E esse sonho realizou-se quando, com 9 anos, entrei na Escola de Música da SUMA e para essa grande família SUMA.

No solfejo, o meu lema sempre foi aprender “devagar para chegar longe”.

No dia em que me deram o instrumento, um trompete, fiquei hilariante quase que não dormi…

Na Festa de Final de Ano, no dia 15 de junho de 2014, foi a minha primeira apresentação em público, em que toquei em conjunto com o Eduardo Marques, Francisco Oliveira e Vasco Rocha, o tema Aura Lee.

Mas só a paciência quase infinita do professor é que possibilitou que evoluísse… em 18 de abril de 2015 entrasse para a Mini-Banda e em 1 de dezembro do mesmo ano ingressasse na Banda. Acho que não me vou esquecer desse dia tão importante para mim… O dia em que orgulhosamente vesti a farda pela primeira vez!

 

Madalena – Mas o que é para ti a SUMA?

 

Miguel - Um grupo de amigos que se reúne, para fazer música e não só, mas especialmente para isso… mas também para jogar matraquilhos, para socializar, conversar e passar os nossos tempos livres…

Já, posso dizer que a música faz parte da minha vida, gosto de ouvi-la e de tocá-la e devo isso à SUMA… Se a música não existisse, as pessoas seriam monótonas e muito chatas!

 

Madalena – É verdade, Miguel, mas a SUMA não é apenas a instituição onde se aprende a ler partituras e a tocar um instrumento musical, estas coletividades são muito importantes porque são uma oportunidade para o enriquecimento cultural, como também para desenvolver o espirito de grupo, a solidariedade, a amizade… foi lá que fiz grandes amizades e uma segunda família!

Também aprendemos a conviver com pessoas de outras gerações.

Mas ler umas partituras e tocar um instrumento não é suficiente para se “fazer música”, porque faltam dois ingredientes insubstituíveis: o coração e o sentimento…

 

Miguel – Mana, o coração... é apenas um órgão do aparelho circulatório… não está relacionado nem com a música nem com a sua aprendizagem… O cérebro é que comanda os sentimentos!

 

Madalena – Sabes… Nos ensaios, aprendemos muitas coisas importantes para a vida, ou seja, a ser assíduo e pontual, estar atento, aceitar os “alertas” do nosso maestro, com por exemplo, a repetição sistemática de uma parte da peça musical, o aperfeiçoamento de uns simples quatro compassos…

 

Miguel – Por falar em ensaio… vamos embora que está quase na hora do ensaio e ainda quero ir jogar matraquilhos!...


Madalena Rucha e Miguel Rucha

(Clarinetista e Trompetista)

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